Proposta de gêneros textuais nas Orientações Curriculares do Estado de São Paulo
Nas orientações curriculares de São Paulo para o ciclo I, observa-se uma orientação para o trabalho com os gêneros textuais visando estabelecer agrupamentos que possam orientar as expectativas de aprendizagem.
Nas orientações para os professores a proposta norteia que ao longo das quatro séries as situações são praticamente as mesmas e o que deve variar é a complexidade do gênero textual abordado e o grau de expectativa.
Nas séries iniciais do ciclo, descreve-se nas expectativas de aprendizagem que os alunos devem ser capazes de “ler, com ajuda do professor, diferentes gêneros (textos narrativos literários, textos instrucionais, textos de divulgação científica e notícias) apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, do gênero e do sistema de escrita.”, orientando com esse recorte de gêneros a relação com a ordem do narrar, do instruir, do argumentar e do expor propostas por Dolz & Schneuwly (1996). Percebe-se descrita em outra expectativa de aprendizagem que o aluno deve “ler, por si mesmo, textos conhecidos tais como parlendas, adivinhas, poemas, canções, trava-línguas, além de placas de identificação, listas, manchetes de jornal, legendas, quadrinhos e rótulos.”, mostrando a preocupação com o processo de alfabetização dessa etapa, garantindo que ele vá escrever textos que conheça de memória.
Na orientação curricular, também aparece a preocupação com a produção de textos de autoria, onde destaca os gêneros bilhetes, cartas e textos instrucionais.
Na 3ª e 4ª séries a proposta curricular não descreve claramente os gêneros que serão foco de trabalho e mostra maior preocupação com as capacidades leitoras e escritoras, mostrando a influência no processo de construção da escrita descrita pelo Flower e Hayes (1994).
Um comentário:
Silvana,
em que elementos você se apoia para sustentar que a proposta do Estado se orienta por agrupamentos de gêneros?
Parece-me que sugere um trabalho orientado pela convivência com a diversidade de gêneros sem especificar claramente uma progressão.
Beijos,
Mazé
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